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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

.:: Sobre a questão das metas laborais ::.

Bom dia! Eu li hoje no blog da Adriana Carranca http://blogs.estadao.com.br/adriana-carranca/as-reais-viuvas-de-bin-laden/ um artigo que me chamou a atenção. O que mais me chocou mesmo, foi o olhar diferenciado lançado às mulheres afegãs. Eu já havia assistido uma reportagem similar, num programa de TV, não tem muito tempo.
Reservei um tempo somente para refletir a respeito dessas mulheres, que, quando ficam viúvas (e por ser um local de muitos confrontos, a probabilidade de ficar nessa situação é alta), além de não ter direito a herança, passam a depender da ajuda de outros homens da família ou de um novo marido. Porém, a realidade mostra que muitas acabam desprotegidas, com seus filhos, nas ruas.
Não podem trabalhar, pois a cultura local não permite. Não podem prover aos seus. Imaginem, por um segundo, a dor de uma mãe, já debilitada emocional e fisicamente, ver seu filho sentir fome e frio, e não poder fornecer o mínimo necessário? O lar, alimentos, educação escolar. Abandonados, esquecidos pela sociedade.
Aqui podemos trabalhar, "arregaçar as mangas" e lutar pelos nossos filhos e por nossos ideais. Normalmente, encontramos pessoas boas, que nos auxiliam nessa jornada. E, por mais que existam pessoas preconceituosas, o preconceito em sua essência é condenada por nossa sociedade.
Sim, somos guerreiras, com direito a assim ser. Não somos massacradas pela cólera, se assim não permitirmos.
Eu trabalho em dois empregos, por doze horas diárias em cada um. Fico distante do meu filho esse tempo, somado ao tempo do trajeto casa/trabalho, com o coração na mão. Quando ele está em meus braços, sinto uma felicidade ímpar!
Mas tenho que escutar "piadinhas" de pessoas sem o mínimo de conhecimento do que é realmente batalhar pela vida, como: "você quer ficar rica?"... "deixe emprego pros outros e vá olhar seu filho"... Quando o absurdo que escuto é muito grande, prefiro ficar em silêncio.
Oras, sou eu a mantenedora do meu lar. Tenho aluguel, conta de água, luz, mercado, feira, escola, produtos para meu filhinho, remédios para pagar. Pago uma creche/escola porque acredito que lá podem oferecer algo melhor do que assistir TV: leituras, brincadeiras, natação, musicalização, e atividades pedagógicas que o fazem crescer conhecedor que o limite habita na sua capacidade de sonhar. Além de crescer sabendo viver em sociedade, onde dividir significa somar.
Me diga agora: com todas essas tarefas, tem como ficar rica? Não vejo ai a possibilidade de me tornar milionária, mas sim, encontro aqui a chance de dar um futuro um pouco melhor pro meu filho, dentro da possibilidade do que eu posso oferecê-lo.
E, graças a Deus, posso oferecer. Posso prover. E vou trabalhar todos os dias pela manhã agradecendo a Deus por permitir que eu trabalhe, receba dignamente para oferecer conforto ao meu pequeno. E mais: agradeço por ver assim as bênçãos recebidas.
Por isso, minha meta para 2012 com relação ao trabalho, é o de me fazer forte e sábia, para melhorar de emprego, em um lugar que me ofereça desafios intelectuais e possibilidade de passar mais tempo com meu filhote. Já sendo eternamente grata a todos que contribuem para que eu possa me manter com dignidade em meus atuais empregos.
Que venham os novos desafios!

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