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domingo, 22 de janeiro de 2012

.:: AMAR EM GESTOS - LIBRAS ::.

Bom dia, pessoas lindas! Manhã de sol em Brasília, finalmente!
O dia está lindo. Mais um lindo dia de paz e luz a todos os fraternos.
Hoje falarei de um assunto que há muito quero dialogar: a libras (linguagem brasileira de sinais)!
Ontem, ao jantar em um restaurante que gosto muito, me deparei com um grupo de mais de 15 (quinze) jovens em silêncio. Mãos que não se calavam. Todos alegres, efusivos, no silêncio da ausência das palavras.
Havia muito barulho de tumulto, de quase palavras, mas nenhuma delas.
Fiquei pensando o que já é razão de minha reflexão há tempos: Por que não há, na grade escolar, como matéria obrigatória, desde os primeiros anos, a Linguagem Brasileira de Sinais?
Como se insere um ser, como falar de inclusão social, se a linguagem é somente usada entre eles e aqueles poucos que se dedicam a aprender?
É como se houvesse dois idiomas completamente distintos em sua composição, no mesmo país, e as pessoas vivessem assim: incomunicáveis!
Aqueles que, por razão de mudez ou surdez necessite se comunicar no cotidiano, precisa de um tradutor, na maior parte do tempo.
Ir ao médico, fazer compras, questionar algo, ou, como eu vi no restaurante ontem, por exemplo, pedir algum prato. É quase uma arte! Requer paciência, tempo, e ainda sim, com equívocos.
Entendo pouco a Libras. Sei o básico do básico. Primeiro porque já tive uma amiga que só conversava assim. Segundo, por conta da Primeira Igreja Batista, que sempre disponibiliza irmãos tradutores no culto. Perto dos nossos irmãos com essa necessidade, eu que me sentia fora do contexto. Afinal, eu quem não entendia nada do que eles falavam. Alienada.
As escolas ensinam inglês, espanhol  em sua grade... mas libras? Penso que deveria ter, como matéria obrigatória, desde a infância, pois, ao contrário do que muitos imaginam, as Línguas de Sinais são línguas com estruturas gramaticais próprias.

Atribui-se às Línguas de Sinais o status de língua porque elas também são compostas pelos níveis linguísticos: o fonológico, o morfológico, o sintático e o semântico. Os seus usuários podem discutir filosofia ou política e até mesmo produzir poemas e peças teatrais.

Eu sempre costumo brincar com meu filho, com alguns sinais, como “eu te amo”, porque li que as crianças aprendem a identificar os sinais, antes mesmo de começar a falar.

E, é tão belo o expressar do ser! Comunicar o que se pensa e o que sente, e, o melhor, que o receptor entenda perfeitamente a mensagem.
Pra quem não sabe, a LIBRAS tem sua origem na Língua de Sinais Francesa. E as Línguas de Sinais não são universais. Cada país possui a sua própria língua de sinais, que sofre as influências da cultura nacional, ou seja, também possui expressões que diferem de regição para região (os regionalismos), o que a legitima ainda mais como língua.

Para conversar em LIBRAS não basta apenas conhecer os sinais de forma solta, é necessário conhecer a sua estrutura gramatical, combinando-os em frases.

A referida linguagem é regulada pela LEI Nº 10.436, DE 24 DE ABRIL DE 2002, pelo DECRETO Nº 5.626, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2005 e pela LEI Nº 12.319, DE 1º DE SETEMBRO DE 2010, que carecem de adequação.

Quando eu trabalhava em uma empresa privada, em seu setor jurídico, observava os colegas que entravam no contrato, nas cotas destinadas a eles. Viviam separados, não se socializavam com os outros funcionários da empresa. Conversavam apenas com a gerente de recursos humanos e entre eles. Quem ainda não estava pronto? Os que falavam e ouviam, pois estes, não entendiam nada.

Voltaremos nessa conversa, para analisar juridicamente essa questão, com mais afinco.

Deixo aqui registrado o site que pesquisei para compor este post, http://www.libras.org.br/, e o incentivo para a busca do aprendizado desta língua brasileira, ainda muito desconhecida por seus cidadãos.

Quero findar esse post, cumprindo o que aprendi na Palestra Pública de ontem, na Comunhão Espírita, agradecendo a Deus pela vida na terra de Charles-Michel de l'Épée, "pai dos surdos", de Valentin Haüy, um dos primeiros a criar um programa para ensinar os cegos a ler, de Charlie Barbier, inventor da sonografia,  de a Louis Braile, simplificador do código, bem como de todos aqueles que contribuiram e ainda contribuem para facilitar a comunicação e o aprendizado mútuo dos que se comunicam de forma diferenciada (os que falam com a boca e os que falam com as mãos), pois todos foram benfeitores da humanidade.

Fiquem na paz e tenham um dia lindo, iluminado pela luz de Deus!

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