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sábado, 14 de janeiro de 2012

.:: A ERA DA "BOADRASTA" ::.

Bom dia, pessoas! Sábadão... em Brasília alguns raios de sol resolveram aparecer, depois de uma longa e tenebrosa semana de chuva e ventos fortes aqui na capital. A sensação é de mofo, mas esses raios solares nos dão a esperança de um sábado tranquilo.

Hoje é o aniversário de uma grande amiga minha, a Helen. Uma mulher linda, espiritual e fisicamente. Alegre, extrovertida, responsável, cuidadora de todas as amigas desprotegidas e complicadas.

A Helen é a solução viva para tudo. Ela deveria trabalhar como "Personal Tudo". rs... Pois é ágil, inteligente e criativa. Se eu fosse empresária, não poderia perder a oportunidade de tê-la na composição da Diretoria da Empresa.

Agora, além de todas essas qualidades, o que mais chama a atenção é o nobre coração dessa doce amiga. Quem convive, sabe que ela tem a capacidade ímpar de amar.

E ai que habita o meu assunto de hoje: "a era da boadrasta". Diante de tantos filhos de pais separados, ou até mesmo de pais que sequer chegaram a ter uma união estável, ter enteados está sendo mais comum do que se imagina.

E o que acontece com aquele estigma da "madrasta"? O medo que temos do pai do nosso filho se envolver com uma parceira que maltrate nossos pequenos?

Bom, se eu pudesse escolher alguém para ser madrasta do meu sol, com certeza seria a Helen. Mas por ela, é lógico que eu não desejaria isso (isso implica outros fatores desnecessários aqui de serem comentados...rs). É tanta ternura que habita em seu coração, que eu a observo tratar sua enteada melhor que muitas mães que conheço. Ela é exímia companheira, e auxilia seu amado no cuidado da paternidade dele, de forma admirável.

Na rotina que a mulher brasileira tem hoje, dentro da própria maternidade, ter que trabalhar, estudar, entre outras responsabilidades, por que não encontrar na madrasta do filho uma amiga de jornada, que irá auxiliá-la na tarefa de gerar qualidade de vida ao filho?!

Essa é a nova família. É a realidade que tem aumentado, e não devemos julgar, tão pouco tratar como se fosse impuro. Se, por alguma razão, o relacionamento não deu certo, não é motivo para se cortar os vinculos de respeito e hombridade para com o outro genitor e sua nova companheira.

Vamos deixar de lado as "estórias das maldades da madrasta da Cinderela" e abrir espaço às "mães emprestadas" que lutam junto nas missões da vida.

Imaginam amigas, o que essas mulheres passam! Crianças mal-criadas, influenciadas psicologicamente (conversamos sobre isso anteriormente, sobre Alienação Parental, lembram?!), ex-esposas ou ex companheiras vingativas, mal amadas, levando as trevas e a discórdia para o novo lar...e pior, o companheiro perdido emocionalmente nesse fogo cruzado!

São poucas as mulheres que enfrentam tudo isso com doçura e sabedoria. Quem assistiu "A Noviça Rebelde", "Lado a Lado" (assisti essa semana e chorei muito...), "As Namoradas do Papai", "Matilda", e um filme que eu gosto muito, pois retrata muito bem a nova realidade "os meus, os seus, os nossos", sabe muito bem o que pretendo transmitir nesse post.

Acredito que elas não estão aqui para "tomar nosso lugar de mãe". Elas amam o companheiro e, por isso, estão dispostas a amar nossos filhos também.  Se você se encaixa nessa conduta, registro aqui meus parabéns, além do agradecimento por estar contribuindo com nossa sociedade de maneira justa e pacífica.

Redigindo esse post, tive a honra de receber um relato muito bonito de um senhor que admiro intensamente. Ele revelou que possuiu quatro relacionamentos estáveis, onde dois resultaram casamento: com a primeira e com a última companheira (atual). Vamos chamá-lo de senhor "Vico".

O senhor "Vico",  de  58 anos, relatou que possui três filhos com a primeira esposa e uma filha com a atual esposa. Ele conta que suas parceiras sempre trataram bem seus filhos.

"Não aceito que maltrate meus filhos", ele diz. O senhor "Vico" ainda me contou um fato interessante, símbolo de cuidado humano: "quando a sua atual esposa esteve internada, por doença nos rins, quem cuidou da atual esposa foi sua primeira esposa, com enorme cuidado e carinho." Ele ainda acrescenta: "as duas são muito amigas".

Fiquei emocionada com o seu relato. Por que ser inimiga? Não encontro motivos. Se não era pra ser, simplesmente não foi. Seguir em frente forte, é também possuir sabedoria e muito amor na alma.

Sem contar que todas nós estamos vulneráveis também, a ser "boadrasta" algum dia. Se acontecer, espero dedicar muito afeto, como se fosse meu filho.



É isso ai...deixo registrado aqui, mais uma vez, minha admiração pela citada amiga Helen, meu amor e meu agradecimento por essa grande amizade. Equem tiver a honra de ser amiga dela, também pode se considerar minha amiga!

HELEN

"Você está fazendo aniversário
E todos querem muito te abraçar
Que seja mais um dia lindo
E um anjo venha te iluminar

A primavera hoje em sua vida
Plantou no seu jardim mais uma flor
E Deus te entregará como presente
Felicidade e muito amor!

Parabéns pra você
Nesta data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida!"

Felicidades amiga! Obrigada por fazer parte de nossas vidas, e deixar nossa jornada mais alegre com seu brilho e sua alegria!

TE AMAMOS (falo também em nome de nossas amigas, rs)!

Um comentário:

  1. Nossa amiga...
    Juro que estou sem palavras!! OBrigada pelas palavras...
    OLha se você já conheceu seu namorado(a), marido (esposa) com filho você ja sabia desse "FARDO", então não há motivos para tratar essa criança mal.
    Elas podem dar trabalho, mas no futuro agradeceram por VOCÊ ter cuidado tão bem dela.
    Beijos Amiga
    Te Amo muitoooo

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