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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

.:: NÃO, EU NÃO RENUNCIO A MINHA CONDIÇÃO DE MULHER! ::.


Bom dia, pessoas lindas! Hoje vamos conversar um pouco a respeito de ser sozinho. Quero deixar claro que, o "ser só" que me refiro aqui, não é no sentido mais profundo da solidão. Ser só é se reconhecer no mundo com certa "independência", possuidora do mais absoluto “bem-estar” com o próprio “eu”. Isto não é sinônimo de ausência de colegas, amigos, de familiares, ou até mesmo, de um companheiro. Independente de se estar cercado por essas citadas pessoas ou não, o interessante é saber cuidar do seu “eu”. Saber ir a um cinema sozinho, pelo mero desejo de assistir um filme, ao teatro, por querer muito assistir a peça, ou até mesmo fazer a viagem dos sonhos, você e você mesma!

Entristeço-me quando vejo pessoas perderem a oportunidade de um instante, por “acharem” que necessitam de outra pessoa para se divertir onde quer que vá. Deus nos fez inteiros, não nos criou “metade”. Temos pares em nossa unidade. Dois braços, duas pernas, dois olhos... pulmões! Somos capazes de respirar sozinhos (dentro da normalidade), e não precisamos do “ar” de ninguém.
É óbvio que é sempre bom ter pessoas agradáveis por perto. Mas acredito que somente temos a capacidade de fazer bem a alguém, se possuirmos a capacidade de nos dar prazer com a nossa própria companhia.

Quando eu me senti metade, quando eu não me sentia inteira, parti na busca do meu “eu”. Quem eu sou? O que eu gosto? O que eu não gosto mais? Eu precisava dar respostas a minhas perguntas ao meu respeito. Eu precisava descobrir novamente quem eu era, pois, após as experiências da vida, modificamos nossos gostos e atitudes.

Quando adolescente eu costumava gostar de roupas pretas e rock internacional. Hoje, gosto de me vestir de forma elegante, e assistir a Orquestra Filarmônica de Brasília, as terças, no Teatro Nacional. Aos 25 anos, descobri que meu paladar aceita bem a gastronomia oriental. Conforme vamos descobrindo a vida, vamos nos redescobrindo!

Agora temos a péssima mania de “aderir” a personalidade do “outro”. Os filmes, as músicas, os gostos, a rotina, a família... inserimos isso em nosso cotidiano e, dependendo dessa intensidade, é difícil se desprender disso. Quando, por alguma razão, nos distanciamos do “outro”, é como se tivéssemos perdido um pedaço de nós mesmos. Por isso, cabe aqui mencionar que: isso não faz parte do seu verdadeiro “eu”. Não passa de uma ilusão criada em momentos de carência.

Creio que a forma mais sensata de curar uma carência não é por um amigo, ou por um companheiro. Creio que a forma mais sensata de curar uma carência seja cuidando de nós mesmos. A própria prática de bondade e caridade ajuda muito a nos recriar. Cuidar de quem realmente necessita, pela Lei do Auxílio, é ajudar a nós mesmos. E, de repente, não há mais dor.

Certa vez, escutei por horas uma amiga se queixar porque o namorado não se dedicava a um concurso público. Ela mal possuía um emprego decente e era frustrada por isso. Eu só me colocava a pensar, como um ser não tem a capacidade de perceber que nem a vida dela estava resolvida, para querer resolver a do namorado? Esse é o tipo de conversa que realmente me deixa entediada.

Quando eu falo que sou uma mulher independente, não quero dizer que eu não preciso de ninguém. Todos nós precisamos de alguém. Precisamos da existência do “outro” para termos a certeza de nossa própria existência, e para evoluirmos também. Eu preciso do carinho dos meus amados familiares, do ombro amigo dos meus queridos amigos, do sorriso do meu filho, das piadas de um comediante, e, preciso de um amor sim!

Quando eu falo com muito orgulho que sou uma mulher independente, quero afirmar a ideia que eu sei ir ao cinema em minha própria companhia e não sentir tristeza por isso, que eu vou ao clube com meu filho e adoro, mesmo que não tenha um marido por perto, e nem me sinto inferior por isso (até porque, dependendo do marido - aquele chato que reclama de tudo -, é melhor ficar só mesmo), e que eu tenho planos para fazer uma viagem sozinha, onde quero conhecer as pessoas da equipe, lá! Criar o meu filho só é a minha forma de amá-lo na verdade, pois, por amor ao meu filho, escolhi oferecer um lar salubre, sem brigas, sem opressões, sem pessoas angustiadas por estarem sofrendo na companhia um do outro.

Não sinto solidão ao chegarem casa, pois não me sinto só. Não reclamo o tempo todo porque tenho que trabalhar para ser arrimo, porque eu amo trabalhar e tenho condições físicas e psicológicas para gerar novas condições mais favoráveis a minha necessidade.

Quando senti que não estava pronta para ter um relacionamento, não assumi, mesmo que isso exigisse de mim o afastamento da pessoa amada. Mas sempre estou com ele, e almejando o seu bem, pois amar é também ser amigo leal.

Portanto, amigas guerreiras, não vale a pena sofrer. Deu vontade de chorar? Chore no chuveiro e vá dançar! Ame seu corpo, ame sua vida, ame o que realmente lhe pertence!

Quando for a hora, aparecerá a pessoa que eu espero. Ou até mesmo, a que eu não espero, mas seja o que Deus tem pra mim (aqueles presentes surpresas, sabe?! rs). E eu saberei recebe-lo inteiramente feliz, para ficar ainda mais contente.

Ser independente pra mim é isso: É não cometer o ato covarde de jogar sua felicidade nas mãos de alguém. É não exigir do outro o que você tem que se dar. Andar a dois é muito bom, se para os dois isso for bom.

E, definitivamente, ser independente não é andar no isolamento. Tenho a felicidade de pessoas amigas que estão sempre ao meu auxílio, a fazer meus dias mais alegres, mais amenos e mais deliciosos de serem vividos.

Tenho o sonho sim, de ter o companheiro (não é um “qualquer”, é o escolhido). Acredito na família, mesmo quando tentaram “roubar” meus sonhos de mim. Não foi meu castelo de sonhos que foi destruído. Somente o “príncipe encantado” não era o Rei do meu castelo. Ser independente não é sinônimo de renunciar a condição de mulher. Afinal, eu me permito amar até onde eu puder!

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